segunda-feira, 30 de maio de 2011

Radioleiga (Semana 4)

Olha mais uma playlist da Radioleiga ai gente.
Nesta semana apresento a seleção mais pé no saco de todas. Ela é baseada no post Top 10 Músicas do Pop Rock Nacional que Encheram o Saco, publicado em 29/09/2010.
Boa sorte para todos, especialmente para os que conseguirem ouvir toda a playlist.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

REMINISCÊNCIAS DA MINHA INFÂNCIA: TOP 17 BRINQUEDOS

“Como dizia Galileu da Galileia, Bilu Bilu Tetéia” (Sergio Mallandro)

Com esta oportuna frase do inigualável Sergio Mallandro dou início à minissérie: Reminiscências da Minha Infância.
A minissérie está dividida em três capítulos que serão apresentados ao longo das próximas semanas. O primeiro episódio traz o top 17 brinquedos que simbolizam a minha infância. É importante salientar que minha infância (pré-adolescência) se passa majoritariamente nos anos 1990, em um pacato e remoto vilarejo situado no noroeste do estado de SP, chamado Penápolis. Ressalto esta informação por entender que muitos brinquedos que fizeram sentido para mim podem não ter feito para alguns leitores do blog, por se tratarem, muito provavelmente, de uma característica regional.
A idéia dessa minissérie surgiu em uma conversa sobre programas antigos com o colaborador Alex, só para dar crédito. A ordenação foi feita a partir da representatividade que cada brinquedo teve em minha infância.
Sem mais delongas, vamos os Top 17 Brinquedos:

17 - Tamagotchi

E quem não se lembra desta maldita febre que assolou a nossa infância: o famigerado Tamagotchi. Eu nunca tive, mas me dava um prazer enorme pegar o bicho virtual da minha irmã escondido e empanturrá-lo de sorvete até que explodisse. Naquela época poucas coisas davam mais prazer do que matar um Tamagotchi, hoje em dia eu descobri mais algumas.

16 - Comandos em Ação

Este aqui era outra febre da infância, me lembro até que existiam irmandades (clubinhos) que juntavam suas coleções dos Comandos em Ação. E eram caros estes bonecos.

15 - Bat-Beg

Eu era fascinado por este singelo brinquedo, não só pelo desafio de conseguir fazer com que as duas bolas se tocassem harmonicamente, mas pela aporrinhação que o seu barulho constante causava nos outros. Para brincar com o Bat-beg o moleque tinha que ser um tanto quanto masoquista, porque era inevitável levar, de vez em quando, uma bolada violenta nas articulações dos dedos ou onde doesse mais.

14 - Burrinho de Madeira

O nome oficial desse brinquedo não é bem esse aí, até porque existiam outros bichos além do Burro, na verdade eu não tenho a mínima idéia do seu nome oficial. Enfim, a questão é que o animal fica em cima de um bloco de madeira e tinha um engenhoso sistema que fazia com que ele flexionasse todas as suas articulações, e é isso.

13 - Tazzo

Também teve a época dos Tazzos, que nada mais eram que discos com desenhos. Se eu não me engano eles vinham nos salgadinhos da elma chips. Depois de um tempo apareceu o porta Tazzo, o vira Tazzo e o lança Tazzo. Era Tazzo para todos os gostos.

12 - Power Rangers Vira a Cabeça

Pegando carona na febre dos Power Rangers, foram inventados muitos brinquedos homenageando os heróis, mas um em específico ficou guardado em minha memória: o boneco que virava a cabeça. Me lembro como o mecanismo era moderno, era só abaixar uma pequena alavanca para morfar o Ranger, e a mesma alavanca o desmorfava (certamente essa palavra não existe).

11 - Aquaplay

Existiam inúmeros brinquedos com a mesma idéia do Aquaplay, alguns com argolas, outros com bolas de basquete e esse da imagem acima com o mote futebol. A verdade é que todas eram bem legais, um grande desafio para a destreza humana.

10 - Geloucos

Não vou mentir, eu colecionava Geloucos. Funcionava assim, você juntava duas mil tampas de garrafa de Coca-Cola mais R$2,50 e trocava por dois Geloucos. O pior era quando vinham repetidos, e era pior ainda quando o Gelouco era o repetido de todo mundo. Era bravo, tinham alguns Geloucos que todos tinham de balde, em contrapartida existiam os raros também. Eu nunca completei a coleção, até porque meu irmãozinho engolia alguns de vez enquando.

9 - Pogobol

Uma das coisas mais difíceis da face da terra era se equilibrar sobre um Pogobol. Eu nunca consegui, por isso preferia ficar chutando-o.

8 - Bilboquê

Simples, porém divertido. Esta é uma ótima definição para o Bilboquê. Era difícil acertar no começo, depois ia ficando mais fácil e até dava para começar fazer graça. Teve uma época que meu pai inventou de tentar revender Bilboquês, eram dezenas deles espalhados pela casa. Na cabeça do meu pai isso iria nos tirar da lama, não tirou, no máximo fez com que eu ficasse craque no brinquedo.

7 - Fazendinha

Acho que todo mundo já ganhou uma fazendinha de presente, com certeza era o brinquedo mais barato que existia. Me lembro que dava para comprar uns conjuntos (como o da imagem) com muitos bois e cavalos por menos de dois reais, ou 1,99 como queiram.

6 - Vai e Vem

Ele ia e vinha, ia e vinha, ia e vinha e era isso. Mas a criançada gostava, era emocionante ver a Física aplicada ao entretenimento infantil. E ia e vinha, ia e vinha...

5 - Forte Apache

Outro grande sucesso da minha infância era o Forte Apache. E a garotada se divertia simulando uma guerra entre índios e americanos. E não importava quantos índios se tinha, a pólvora esgotava qualquer possibilidade de vitória apache.

4 - Pega-peixe

Esse brinquedo representava a modernidade em prol do divertimento infantil. Era fantástico ver aquele abre e fecha de bocas acontecendo mediante o acionamento de um botão. Claro que depois de um tempo você se cansava da pescaria tradicional e começa a tirar os peixes de outras formas, até no tapa.

3 - Ioiô da Coca-Cola

Não era um mero Ioiô, era da Coca-Cola, era também o meu sonho de consumo. E era bem a época que alguns programas de TV levavam uns loucos fazendo malabarismos com o Ioiô. Me lembro de alguns truques, a Torre Einfeil o cachorrinho passeando por exemplo, mas nunca consegui repeti-los. Até hoje quando eu avisto um Ioiô bate aquela saudade.

2 - Mola Maluca

Eu tinha muita raiva do comercial da Mola Maluca, simplesmente pelo fato de eu nunca conseguir repetir o truque da mola descendo as escadas. Era óbvio que com o passar do tempo a Mola se transformava em uma arma, e atirá-la nos irmãos menores era quase obrigação.

1 - Pirocóptero

E o brinquedo que melhor representa a minha infância é o Pirocóptero. A ideia por trás do brinquedo é genial, imaginem a perspicácia que tiveram ao conciliar a doçura do pirulito com a diversão do helicóptero, fantástico. Claro que tinha o fator humano envolvido, afinal de contas nossas mãos eram as propulsoras do brinquedo, e isso só o tornava mais genial. Ás vezes eu comprava o pirulito pegava o palito e jogava fora o resto. O cara que inventou o Pirocóptero merecia um Nobel de Física, no mínimo.

Aguardo outras reminiscência da infância nos comentários.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Radioleiga (Semana 3)

Esta semana a Radioleiga apresenta uma playlist para lá de especial, afinal de contas ela está homenageando o post que tem a maior quantidade acessos da história do Blog: Top 10 Músicas de Duplo Sentido. É um deleite para os ouvidos. eheheh
Ainda esta semana começa a mais nova minissérie do Blog: Reminiscências da Infância, vocês não perdem por esperar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Radioleiga (Semana 2)

E não é que a Radioleiga sobreviveu a sua primeira semana de existência, e o pior, a playlist da "semana 2" já está no ar.
Mais uma vez temos uma reunião de grandes sucessos brasileiros, o tema dessa semana é o post "Top 10 piores versões em português", publicado em 31/08/2010.
Boa sorte aos que tentarem ouvir toda a playlist. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Radioleiga (Semana 1)

Está aí a Radioleiga entrando de fato no ar. Nesta primeira semana temos uma ótima seleção feita a partir do post "Sertanejo Amargurado: Top 10" publicado em 12 de agosto do ano passado.
Garanto que só tem música amargurada nessa playlist, é para quem tem coragem.
Deixe seu comentário a respeito das canções.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

RADIOLEIGA

É com imensa alegria que apresento a todos os leitores do Blog a primeira (e provavelmente a única) rádio oficial do De Leigo Para Leigo: a Radioleiga.
Além de muita música boa, a Radioleiga também trará várias canções já comentadas no blog. Vale a pena ficar ligado e conferir a playlist da semana.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

MEMÓRIAS DE UM ESTUDANTE DE MENTIRA (6)

A noite de Poa na visão do Man

É possível definir o Man como um ser noturno, assim como a coruja, por exemplo, ele usa a noite para caçar, se alimentando de pequenos ou grandes mamíferos do sexo feminino, que aceitavam essa condição alimentar em troca de doguinhos (mini cachorro-quente) e vale transporte. Confesso a vocês que não me recordo de vê-lo dormindo antes das 4h da madrugada. Para o Man o dia servia apenas para fazer o seu sono reparador e fingir que procurava emprego. Sobre essa parte dos empregos falarei em outra oportunidade, pois, sem dúvida, merece um tratamento mais substancial.
Muitas pessoas acham que conhecem a noite de Porto Alegre, mas poucos podem falar com tanta propriedade quanto o Man. Em seus áureos tempos ele freqüentou as baladas mais elegantes de Poa, claro que isso não teve a duração desejada e as dificuldades monetárias fizeram-no procurar entretenimento nos inferninhos do centro, que além de mais baratos eram bem mais divertidos.
Antes de contar as histórias é fundamental definir esses locais tão difamados, os inferninhos. A maioria das definições que eu vi enquadram os inferninhos como prostíbulos, eu tendo a discordar. Para mim os inferninhos são: pequenas boates classe D freqüentadas por um grupo específico de pessoas (em sua maioria desprovidas de beleza), que cobram taxas ínfimas de entrada (geralmente dão cerveja como brinde), em sua maioria não possuem saída de emergência visível, tem um estilo musical peculiar (tchê music e funk) e onde as freqüentadoras não estão buscando nenhum tipo de relação financeira em troca de sexo (fazem só por doguinhos e VTs). Resumindo: neste texto o termo inferninho não é sinônimo de “casa da luz vermelha” e sim de “latrina do inferno”, como o Man mesmo costuma dizer.
Então, o Man tem inúmeras histórias dos inferninhos, só que muitas ninguém presenciou, até porque ele só conseguiu me convencer de acompanhá-lo três vezes a esses inferninhos. Pode ter sido mais vezes, ou menos, quem sabe?
Todas as vezes foram muito engraçadas, porém uma delas ficou marcada para sempre em minha memória, a ida ao Bianchini (não encontrei informações sobre o local em nenhum guia da Internet). Para melhor compreensão sobre o local, contarei três histórias que só poderiam acontecer neste antro:
  • O segurança: o Man conta que certa vez ao chegar no Bianchini viu o seu amigo segurança com o braço engessado, tomado de certa compaixão o Man perguntou “O que aconteceu com o braço guerreiro” e para sua surpresa o segurança respondeu mostrando uma barra de ferro escondida sob o gesso “nada não”;
  • A moça sentada: em outra ocasião o Man visualizou a mulher mais feia do recinto (um páreo duro) e resolveu tirá-la para dançar, ao se aproximar da moça ele fez o gesto que indicava suas intenções esperando que ela se levantasse para iniciarem o bailado, e nesse momento então, para sua total incredulidade, ele percebe que a moça já se encontrava em pé;
  • O maior dos anões (essa eu presenciei): estava observando as pessoas do local, e suas relações, quando percebo que no mezanino se encontrava um ser humano de estatura inferior, um anão por assim dizer, que parecia ser o dono do lugar. Ele chamava as mulheres e oferecia, sem cerimônia, petiscos e bebidas, quase sempre o anão era cumprimentado com selinhos e estava abraçodo com mais de uma mulher (de estatura padrão, diga-se de passagem). O anão era o “cara mais grandão” do recinto, mandava prender e soltar. Mas como todos sabem a vida é uma roda gigante, e não é que no outro dia o nosso querido amigo “Mister Miner” encontra o mesmo anão em uma parada de ônibus pedindo aos transeuntes auxílio para adquirir um vale transporte. Essa situação me fez lembrar do velho ditado, “Em terra de anão, quem tem VT volta pra casa”.

Um outro caso engraçado (trágico também) ocorrido com o Man se passou no inferninho “Encontros”. Este é provavelmente o pior lugar que eu pisei em minha vida, a sorte é que quando eu fui lá estava acompanhado do Man (sorte, entenderam?). Mas a história trágica do Man ocorreu em uma noite sem a minha presença. Vamos aos fatos. Pelo que consta o Man estava em mais uma de suas incursões a latrina do inferno quando um dos vários espíritos sem luz do local cedeu aos seus encantos, o Man achou estranho o fato de não precisar embebedar a moça ou levá-la para comer um dog, mas aceitou o convite para saírem dali e irem para um lugar mais reservado. Aos beijos eles saíram do “Encontros” para um outro tipo de encontro (desculpem o péssimo trocadilho). Enquanto caminhavam pelas seguras ruas da capital gaúcha, o Man percebeu que o trajeto proposto pela moça levava a praça da Alfândega (que é provavelmente o pior lugar para estar em qualquer situação). Como o Man é vacinado e não tem medo de nada, imaginou que as escuras moitas da praça poderiam servir de alcova para seus fetiches mais sórdidos. Mas como já é de senso comum, “quando a esmola é demais o Santo desconfia”, e nesse caso além de desconfiar o Santo aprontou uma para o Man. Chegando à praça o Man não percebe a presença de um terceiro elemento e em uma fração de segundo ele é surpreendido por um assaltante, ser assaltado em Porto Alegre não é incomum, mas o que deixa o Man abismado é o fato de sua companheira ter o deixado e se posicionado ao lado do assaltante. É isso mesmo que você está pensando, o nosso herói foi vítima de uma vil arapuca planejada por uma quadrilha (casal) de assalto a bêbados excitados. Mas existiam duas coisas que essa meticulosa quadrilha não previa, primeira: o Man além de bêbado excitado também é um dos caras mais pobres da noite porto alegrense e segundo: existiam policiais próximos ao ato do crime. E esses policiais chegaram descendo o cassete e como na noite ninguém é santo o Man acabou levando algumas bordoadas mesmo sendo inocente (em ambos os sentidos).
As histórias do Man não param por aqui, fiquem ligados que a qualquer momento tem mais.

Enquete sobre o Man: Resultados.

E chega ao final mais uma fundamental enquete do Blog De Leigo Para Leigo. Com o recorde de votos até agora (o fato de eu ter permitido votar em mais de uma alternativa dessa vez colaborou para isso) e com a expressiva votação na opção "direto para mais um capítulo da série Memórias ..."  é possível dizer que o Man é o personagem mais querido da série.
E para satisfação da esmagadora maioria, eu mandei o Man para mais um capítulo das Memórias de um Estudante de Mentira (ver próximo post).
Aguardem novas enquetes.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

CINEMA: O NOCAUTE DE JERRY (2007)

Voltando aos posts após a ressaca, em virtude da festa em comemoração aos 10.000 acessos do blog. Para quem não sabe foi feita uma grande festa com boa música, decorada com muitas obras de arte, com filmes de qualidade e bebida liberada, tudo em um plano imaginário é claro.
Falando em cinema de qualidade, assisti uma ótima comédia ontem e não poderia deixar de compartilhar. Ver boas comédias está tão difícil ultimamente que quando isso ocorre não se pode guardar para si. Enfim, o título do filme é “O Nocaute de Jerry”, uma brilhante tradução de “The Hammer”, ele foi lançado em 2007, mas como era uma produção alternativa não chegou aos cinemas do Brasil.
Encontrei o trailer no youtube:
Como dá para perceber no trailer o filme não apresenta atores consagrados do humor americano. O que eu descobri na Internet é que o ator principal (Adam Carolla) é famoso nos EUA por uns programas de rádio que ele apresenta. Enfim, o filme é alheio aos padrões estadunidense de comédia, ainda bem.
Eu só me animei a assistir o filme quando ouvi a primeira frase dita pelo ator principal. Vou tentar reproduzi-la, de forma não literal “Nós devemos acreditar nos nossos sonhos. Agora se você tem 45 anos e tem o sonho de ser uma líder de torcida, esqueça. Mas se o seu sonho é ser atendente de call center, você pode sonhá-lo até um ano depois da morte”. Se o texto não é exatamente este, a idéia é esta mesma.
Breve Sinopse: Jerry é um ex-boxeador, carpinteiro e professor de boxe para pessoas comuns. Ele tem um grande amigo chamado Ozzi, um nicaragüense que vive ilegalmente nos EUA. Ozzi é com certeza o personagem mais engraçado do filme. Após perder o emprego em uma construção civil, Jerry consegue mais uma chance para ser boxeador, detalhe: Jerry tem 40 anos, recém completados. Nisso ele se apaixona por uma aluna, que é defensora pública que pratica boxe pq foi alvejada por uma bola de papel.
Li em uma critica que Jerry seria um Rock Balboa às avessas, o que é uma boa definição para ele. Se você quer dar boas risadas esse aqui é o filme indicado, só não sei se é muito fácil achá-lo em locadoras. Vi que dá para baixar na Internet, então essa seria a melhor forma de encontrá-lo.

Se alguém já teve a oportunidade de ver esta grande comédia, deixe seu comentário.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

10.000 VISUALIZAÇÕES: MUITO OBRIGADO

Neste exato momento o blog De Leigo Para Leigo atinge a expressiva marca de 10.000 visualizações. É um acontecimento nunca dantes visto na história de blogs com opiniões leigas, mas limpinhas.
Infelizmente não poderei comemorar essa marca do modo que o amigo Cássio sugeriu em um comentário, festa com bebida liberada além das imensuráveis despesas, também potencializa o acontecimento de grandes merdas, ainda mais se o lendário Man estiver presente. Nada de bebida liberada.
Prometo que tentarei escrever mais constantemente. Aviso que ainda teremos muitos capítulos das Memórias, tantos outros Top 10 e mais alguma coisa nova (mandem sugestões).
Para encerrar esse post/depoimento emocionado gostaria de deixar um “muito obrigado” a todos os leitores e tendo em vista a heterogeneidade destes, farei isso de diversas formas e em diversas línguas:

Muito Obrigado em Esperanto: (Treegan) dankon



Muito Obrigado em Hebraico: תודה



Muito obrigado em Africâner: Dankie



Muito Obrigado em Chinês (simplificado): 谢谢



Muito Obrigado em Chinês (tradicional): 謝謝



Muito Obrigado em Yiddish: דאַנק

Muito Obrigado em Wingdings 2: Muito Obrigado

Obrigado em Libras:

Muito Obrigado para deficientes visuais (acessibilidade):
MUITO OBRIGADO



Muito Obrigado para Daltônicos:
MUITO OBRIGADO

Muito Obrigado na Língua do P: Puito Prigado.

Obrigado em Código Morse:


— — — , — • • •,  • — •,  • •,  — — •,  • —,  — • •,  — — —.

Obrigado em Braile:
Para quem não entendeu ainda: MUITO OBRIGADO a todos os leitores que  incentivam, apóiam e ajudam na construção desse blog. Quem sabe a festa com bebida liberada não saia quando atingirmos as 100.000 visualizações, quem sabe?

quinta-feira, 31 de março de 2011

MEMÓRIAS DE UM ESTUDANTE DE MENTIRA (5)

A Janela da Xenofobia

Este caso específico não contou com a produção intelectual do Man, porém ele deu a sua parcela de contribuição, valiosa contribuição.
Eu não me recordo muito bem quem teve a idéia do que contarei a seguir, existe a possibilidade de ela ter sido minha, o que não me orgulha nem um pouco. Se alguém lembrar o autor dessa m. escreva nos comentários.
Mas no que consistia a Janela da Xenofobia (nome recém inventado)? É bem simples: no momento em que ocorria um gol em algum jogo televisionado, todos os Mans iam para janela e ofendiam aos gritos os argentinos intercâmbistas.
Essas ofensas não eram justificadas, haja vista que os argentinos que ficavam na CEU em razão de intercâmbio não eram chatos, não incomodavam ninguém e tampouco eram alvos de brigas. A prática só existia porque era engraçada, para nós pelo menos.
Para melhor compreensão dos fatos darei um exemplo. Digamos que era noite de clássico, Veranópolis (o pentacolor da serra) x Farroupilha (o fantasma de Pelotas), logo quando uma das equipes marcasse o seu gol, todos que estavam no quarto assistindo a partida corriam para janela e começavam a gritar coisas do tipo: argentino FDP e chupa argentino. Depois de um tempo começamos a perceber que moradores de outros andares entraram na onda e também se encaminhavam para as suas janelas visando ofender os hermanos.
Em uma dessas efusivas comemorações eu cheguei até a quebrar a minha cama. Tudo aconteceu quando o meu tricolor fez um gol importante, talvez até um que valesse o título, e tomado de pura emoção me atirei em minha cama (que ficava sob a janela) e xinguei como nunca os argentinos, não deu outra, o impacto dos meus joelhos com a frágil estrutura de madeira causou automaticamente uma fratura exposta do estrado da cama. Depois de inúmeros e infrutíferos consertos, decidi que não dava mais e passei a dormir em um colchão no chão, por incríveis 6 meses, argentinos desgraçados.
Em um determinado momento a brincadeira de xingar os argentinos foi perdendo força e deu lugar a uma manifestação menos agressiva: o manifesto ao abraço (nome também recém inventado). Ao acontecer algum gol na rodada nós íamos para janela e mandávamos abraços, principalmente para torcedores de times menos famosos ou para países inóspitos. Para ilustrar: acontecia um gol e lá estávamos nós: alô torcida do ASA de Arapiraca, aquele abraço; alô torcida do XV de Jaú, aquele abraço; alô população de Botswana, aquele abraço e assim por diante.
O mais interessante nessas manifestações na janela era que elas aconteciam a todo o momento e em qualquer jogo. Poderia estar passando um jogo que não tivesse nada haver com a situação ou que não valesse nada que nós estávamos na janela, xingando argentinos ou mandando nossos efusivos abraços.

“AMCEU é tu”

Definição operacional de termos:
  • AMCEU: Associação dos Moradores da Casa do Estudante Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Presidente da AMCEU: morador que independente do horário recebe visitas em seu quarto com demandas para serem resolvidas. Rapaz extremamente introvertido com nariz avantajado.
  • Tesoureiro: universitário com problemas até para resolver as adições mais elementares que se candidatou ao cargo por ter feito uma cadeira de matemática financeira no curso técnico em Transações Imobiliárias, nesse caso EU.
  • Vice-presidente: estudante chapada com as idéias mais estapafúrdias como correr pelados de mãos dadas pelos corredores, e o pior, ela falava sério. 
  • Secretário-geral: sujeito lunático, extremamente perturbado, que há anos ficou preso há cadeiras do primeiro semestre, contestador por natureza (até tentou desmascarar Einstein, sobre uma teoriazinha da relatividade), adepto de atos noturnos (jogar basquete em um dos parques mais perigosos de Porto Alegre), resumindo: um universitário comum.
  • Colaboradores: alguns poucos amigos que não queriam a responsabilidade de assumir um cargo, mas que também não queriam perder a palhaçada que eram as reuniões da AMCEU.
    Era mais ou menos assim que a AMCEU era constituída. Pessoas com as mais diversas perturbações em prol do bem comum de uma moradia estudantil onde residiam em torno de 400 estudantes universitários.
    Quando nos candidatamos para a associação nós sabíamos que seriamos a única chapa, só o que não sabíamos era que a chapa deveria ter um nome. A priori pensamos em nomes comuns e alguns engraçados como “Chapa o Coco”. Diante da falta total de criatividade tive que agir, usando toda a minha sagacidade e perspicácia fiz a minha maior cagada mental e criei o seguinte nome “CHAPA-OLIN”. Não parece brilhante? O nome foi aceito imediatamente, sucesso de público e crítica. Só tinha um problema, para que ele pudesse ser oficial ele tinha que significar alguma coisa, só a piada em si não garantia o seu sucesso. Como foi difícil definir o que significariam essas letras. Não lembro exatamente, mas deve ter sido algo do tipo ”Organização para a Libertação de Ideias Novas” ou “Organização de Limpeza de Imundices Nórdicas”, não me lembro mesmo. 
    Foram muitas as passagens engraçadas da AMCEU, vou tentar lembrar de algumas.
    As reuniões ficaram marcadas para os anais da CEU, elas ocorriam todas as segundas-feiras a partir das 22 horas. Me lembro de uma em que estávamos falando sobre um espaço ocioso no nono andar, todos deram idéias a respeito de como ocupá-lo e o nosso secretário geral resolveu se calar, ficando totalmente circunspeto em seu canto. A reunião seguiu com outras discussões, e não é que um bom tempo depois, 1 hora e meia mais ou menos, o nosso secretário levanta o dedo e mostra uma planta baixa do nono andar (que ele acabara de rabiscar), em seu desenho continha um avançado projeto para revitalização daquele espaço, só que o que ele desenhou tão minuciosamente não representava nenhum das ideias dada na discussão anterior, o cara simplesmente se mandou para um universo paralelo e lá ficou até chegar ao desenho final, que em sua cabeça solucionava todos os problemas do mundo. Obviamente aquela manifestação foi minimizada pelos demais, e o que se viu foram disfarçados risos.
    Para se ter ideia da paranóia delirante que afetava o nosso secretário, uma vez ele precisava avisar o presidente da AMCEU sobre uma reunião emergencial que teríamos, para transmitir sua mensagem ele a colocou em um bilhete e foi até o quarto do nosso excelentíssimo. Chegando lá ao invés de deixar o bilhete e sair, ele bateu na porta e ao ser atendido entregou o bilhete em mãos para o presidente que naturalmente perguntou do que se tratava, ele simplesmente disse “leia o bilhete”, que dizia “reunião ás xx horas”. Ele era tão lunático que para não ter sido em vão o bilhete, fez com que este fosse lido.
    Outro elemento que não faltava nas nossas reuniões era a poderosa frase criada pelo nosso excelentíssimo presidente: “AMCEU é tu”. Essa era a frase mais apropriada para as pessoas que vinham pedir coisas que elas mesmas poderiam fazer. Por exemplo: chegava um representante de andar pedindo que a AMCEU retirasse um sofá do hall do andar, automaticamente o nosso presidente dizia a famigerada frase mostrando que não precisa ser oficialmente da associação para fazer alguma coisa pela casa. Obviamente com o passar do tempo a frase se tornou resposta para tudo (com certo deboche), qualquer que era o problema tava lá a resposta “AMCEU é tu” e assim foi ao longo daquele interminável ano de gestão.
    Teve também o torneio de Futsal que organizamos. Desse eu tenho boas e más recordações. O torneio foi feito com sérias restrições orçamentárias, tanto que eu tive que organizá-lo e arbitrá-lo, também fui atacante de um dos times. Você pode estar se perguntando se o fato de eu ter sido arbitro, organizador e atleta trouxe alguma vantagem ao meu time, eu te respondo que mesmo se tivéssemos todas as vantagens do mundo ainda teríamos perdido todos os jogos. Meu papel como jogador foi pífio, mas como arbitro não foi muito melhor. Eu consegui expulsar o cara mais chato da CEU (ponto pra mim), mas consegui criar diversas inimizades com um time feminino, o que gerou inúmeras ameaças. As meninas ficaram transtornadas com a não marcação de alguns gols contra de uma goleira, que colocava a bola dentro do gol sempre que ia fazer uma reposição, e me juraram de morte. Outro acontecimento memorável foi o lanche que a AMCEU disponibilizou para os atletas, era: pão com presunto e queijo, banana e refrigerante Bonanza sabor tutti-frutti (talvez o pior refrigerante já fabricado no Brasil). No final deu tudo certo, apesar de eu ter que ficar duas semanas sem aparecer nos corredores da CEU. 
    Balanço final: o balanço final do caixa foi de superávit, algo em torno de 120 reais, se eu não errei as contas. Para a CEU foi muito bom, tendo em vista que até Internet nos quartos nós conseguimos conquistar na nossa gestão. Pra nós foi uma experiência pouco produtiva mais muito engraçada.

    quarta-feira, 23 de março de 2011

    Outra enquete

    A partir de hoje tem uma nova enquete no blog: "Para onde você mandaria o Man (personagem principal da série Memórias de um Estudante de Mentira)?"
    Para quem não sabe ainda, a enquete fica no canto superior esquerdo do Blog.
    Aproveito para comentar os resultados da enquete anterior: "Qual das categorias do blog é a mais interessante?"
    A categoria que recebeu mais votos foi Memórias de Um estudante de Mentira com 9, logo em seguida vieram Música (3), Cinema (2) e Literatura (1). A opção Artes não foi votada, o que reforça a idéia de que eu não devo escrever mais nada a respeito dela. Sendo assim, o blog vai dar um tempo, digamos assim, para posts sobre Arte, Dali agradece.

    Agradeço a todos que votam nas enquetes, imagino que estes entendam de verdade a importância desse ato.


    quinta-feira, 17 de março de 2011

    MÚSICA: TOP 10 BANDAS NACIONAIS DE UMA MUSICA SÓ!

    “Se eu te dou minha pamonha tu me dá o teu cural?” (Trecho de Funk da Pamonha, interpretado por Rodney Dy).

    Com essa ode ao escambo dou início a mais um top 10: Bandas Nacionais de Uma Música Só.
    Fazer a lista de bandas de uma música só não é necessariamente original, porém a maioria das listas que vemos por aí (na MTV por exemplo) incluem ou são dominadas por bandas internacionais. Está é bem peculiar, pois elenca somente valores da nossa terra, nem tão valorosos assim.
    Para estabelecer as posições do top usei 2 critérios como parâmetro: quanto a música fez sucesso e quanto a banda conseguiu emplacar outra música nas paradas. Ou seja, o fato da música ter feito muito sucesso e da banda nunca mais ter emplacado outro sucesso no cenário musical brasileiro, posiciona-a na lista. Cá entre nós, não são bons critérios, tampouco justos, mas e daí?
    Para tornar a lista ainda mais (in)útil criei outro indicativo: status atual da banda. E são quatro os status possíveis:

    1. faz poucos shows por ano, em cidades minúsculas, para público irrisórios, ganhando um cachê de fome e são obrigados a tocar o seu grande sucesso algumas centenas de vezes;
    2. virou banda de baile;
    3. tocam somente em confraternizações familiares ou aniversários de amigos próximos, a troco de comida e cerveja;
    4. ostracismo total
    Sem mais delongas vamos ao TOP 10 BANDAS OU CANTORES NACIONAIS DE 1 MUSICA SÓ!

    10 - P.O. Box - Papo de Jacaré
    Status Atual: 1
    Os mais preciosistas dirão que é injusto o P.O.Box estar nessa lista, pois também tiveram outro sucesso, “Não To entendendo”.
    Como as duas músicas são péssimas resolvi somá-las, o resultado deu quase uma.

    9 - Akundum – Emaconhada (Erva Danada)
    Status Atual: 4
    E alguém lembrava que era a banda Akundum que cantava esse grande sucesso? Não, nem eu.
    Uma coisa interessante que percebi fazendo essa lista é que no Brasil músicas de baixa qualidade fazem muito sucesso. Reparem nesse trecho da letra dessa canção: “Que que eu faço seu dotor?/Que que eu faço seu dotor?/ Essa menina tá cheirando erva danada./- Isso não se cheira pai, isso fuma”. Sem mais.


    8 - Dogão - Dogão é Mau
    Status Atual: X (o pior é que tudo não passava de um desenho)
    O pior era o Mano Cabuloso, que era meio gago ainda. E nunca mais se ouviu falar do Dogão, que descanse em paz, afinal deve existir Céu pra cachorro.


    7 - Dallas Company – Clima de Rodeio
    Status Atual: 2
    E essa é outra música besta que fez sucesso, e como tocou nas rádios e TV. E o refrão é bem pegajoso, quem não se lembra “Alô galera de cowboy. Alô galera de peão. Quem gosta de rodeio bate forte com a mão”. Que saudade do sertanejo de raiz.


    6 - O Surto - A Cera
    Status Atual: 1
    Das bandas e músicas dessa lista essa a que eu acho menos ruim. Não que os excertos “Dessa historia de pirar meu cabeção” e “E o piercing dela refletia a luz do sol“ sejam de grande valor poético. 
    O Surto até conseguiu mais algum sucesso, pequeno é verdade, com a música “Tudo é Possível”, mas não foi suficiente para tirar a banda desse top.


    5 - Virgulóides – Bagulho no Bumba
    Status Atual: 3
    E foi na onda dos Mamonas Assassinas que os Virgulóides conseguiram emplacar essa m... nas paradas de sucesso brasileiras. E sabe o que é pior, a música não é engraçada, o clipe não é engraçado e os caras também não tem graça nenhuma. E foi por isso que os Virgulóides se transformaram em ponto final.
    “É, é, é, eu acho que o bagulho é de quem ta de pé.”


    4 - Rodney Dy – Funk da Pamonha
    Status Atual: 3
    Não duvido que alguém dirá que a música “Espetinho de Guria” também fez sucesso, e que além dessas o Rodney Dy compôs “O Carro dos Churros”, “Funk do Minhocão” e “O Emo Corre”. 
    O importante é que o porto-alegrense Rodney Dy morreu, pelo menos nas paradas de sucesso. E a quem diga que nem nasceu.


    3 – Bragaboys – A Bomba
    Status Atual: 4
    E já foi mais metade da lista e não tem nenhuma música de qualidade, e a tendência é permanecer assim, reforçando a idéia que para fazer sucesso no Brasil não precisa de muito, por essas e outras que eu continuo acreditando no sucesso do MC Phudy. Para quem não se lembra link abaixo:
    E dá-lhe ostracismo!


    2 - Cogumelo Plutão – Esperando na Janela
    Status Atual: 1
    Ta ai uma banda que sintetiza bem essa lista, o Cogumelo Plutão. A música em questão estourou nas paradas brasileiras, tocou demais nas rádios, e a banda se apresentou não sei quantas vezes na TV. Mas e depois? Nunca mais conseguiram sucesso. É a típica banda que enquanto existir vai ter que tocar “você é a escada da minha subida...”.


    1 - Kaoma – Chorando se Foi
    Status atual: 2
    Quando ouvimos falar da banda Kaoma logo nos vem à cabeça essa música, e como não lembrar do seu refrão mega pegajoso “Chorando se foi quem um dia só me fez chorar”. Eu até tentei encontrar um outro sucesso da banda, mas nada, é só isso aqui mesmo “A recordação vai estar com ele aonde for”. Para se ter idéia do sucesso dessa música recorri ao Wikipédia e olha o que eu encontrei lá “A canção atingiu o primeiro lugar nas paradas da Áustria, do Brasil, da França, da Noruega, da Suécia e da Suíça quase que simultaneamente”. É possível dizer que o Kaoma chorando se foi para nunca mais voltar, com os bolsos cheios pelo menos.
    Para saber mais veja o filme “Lambada a dança proibida”, presente nas melhores e piores locadores de sua cidade.

    Você sabe de mais alguma banda de uma música só? Escreva nos comentários.

    sexta-feira, 11 de março de 2011

    8000

    E nesse exato momento o Blog De Leigo para Leigo atinge 8000 visualizações. Pode não parecer tanto, e não é mesmo, mas para mim é muito significativo.
    Gostaria de agradecer a todos que de alguma maneira colaboram com esse blog. S2 pra vocês. hehehe

    quarta-feira, 2 de março de 2011

    MEMÓRIAS DE UM ESTUDANTE DE MENTIRA (4)

    Este post traz mais um capítulo da aclamada série “memórias de um estudante de mentira”, após publicar as memórias de outros estudantes de mentira, volto com tudo com as minhas lembranças. E nada melhor do que voltar em grande estilo, com mais histórias do Man.

    O Lobo da CEU
    O Man era um sujeito muito criativo, pena que nem todos conseguiam entender essa sua característica. Entre suas tantas invenções destaco a criação do Lobo da CEU. Simplificando (porque é simples mesmo) o Lobo da CEU era qualquer um que fosse até a janela de seu quarto e uivasse desesperadamente visando incomodar os outros moradores da casa e os prédios vizinhos. Você já deve imaginar qual era o horário preferido para os uivos, madrugada é claro, e de preferência em dias de semana. Em pouco tempo a pratica de uivar na madrugada já havia arrebatado vários outros seguidores, se tornando uma febre na CEU. É claro que nem todos admiravam essa febre, protestando com gritos ou atirando ovos pela janela, um desses chegou a atingir um dos Mans, mais especificamente o BlackMan.
    O campo de atuação dos uivos do Man não ficou restrito aos arredores da CEU, ele passou a uivar nas ruas, bares, supermercados e outros ambientes propícios. Uma vez estávamos caminhando pela República (rua de Porto Alegre) quando nos deparamos com uma senhora varrendo a calçada, o Man tomado de certa culpa perguntou para a senhora se podia uivar naquela rua, diante da afirmativa recebida ele encheu os pulmões e soltou um uivo tão alto que causou inveja aos lobos mais experientes da matilha.
    O sucesso do Lobo atingiu a grande rede, e é possível visualizar no vídeo abaixo uma outra vertente desse símbolo da CEU, a sua veia artística. Importante ressaltar que a letra da música também é de autoria do Man. Vejam e tirem suas próprias conclusões.

    Sopapos a revelia
    Essa história do Man me trouxe muitos incômodos. Antes de entrar no caso propriamente dito é necessário contextualizá-lo.
    Na época do ocorrido o Man não era mais morador oficial da CEU, porém ele passava um tempo considerável no quarto em que o Mineiro e eu residíamos, era um hóspede do barulho, digamos assim. Essa hospedagem não era ilegal, mas nos dava caráter de responsáveis pelas atitudes do Man enquanto estivesse dentro da casa. Ser responsável pelo Man não é uma coisa muito fácil, ser qualquer coisa dele já não é simples.
    Enfim, naquela fatídica manhã o Man chegou da balada um tanto quanto alterado. Só pra constar, a palavra balada no dicionário do Man significa: “Passeio aos inferninhos do centro da cidade com vistas a encontrar alguma mulher, independente de características estéticas e idade, disposta a uma noite de sexo sem compromisso em troca de um vale transporte e um doguinho (no valor de um real) da barraca do seu Hélio”.
    Então, o Man não chegou muito sóbrio da balada e teve uma grande ideia: arrombar a porta de um dos moradores (que por motivos de segurança chamarei de REI) e surrá-lo pelo corredor do 7º andar. Ideia pensada e ideia executada. Antes dos desdobramentos da surra falarei um pouco sobre o REI. Essa não foi a primeira coça que ele levou, tampouco a última, anteriormente ele já havia apanhado por diversos motivos, inclusive por ter defecado no ralo do chuveiro. REI era um sujeito perturbado, mas alguns achavam que ele era louco de esperto, isso sim.
    Voltando, o Man chegou umas 7h da manhã na CEU, deu uma bica na porta do REI e começou a estapeá-lo, a esse restou correr pelo corredor gritando por socorro. Pedido esse infrutífero por todos saberem de quem se tratava. Nesse momento o Mineiro e eu fomos despertos pelo estridente barulho de um tapa bem dado na lata de alguém, logo juntamos os pontos e percebemos que se tratava de mais uma do Man. A reação inicial foi levantar e trancar a porta com o claro objetivo de não relacionar os acontecimentos do corredor com o quarto 721, mais tarde delatores entregaram para a administração da CEU que éramos nós que hospedávamos o Man.
    Resumo da história em tópicos:
    • recebemos uma intimação para comparecer na administração;
    • o Man foi terminantemente proibido de pisar em qualquer território pertence a CEU;
    • o ouvidor de ópera do REI ficou zunindo alguns dias e a porta de seu quarto precisou ser consertada;
    • e o mais legal, todos (ou quase todos) moradores da CEU tiveram uma manhã bem mais agradável ao ouvirem os gritos de dor de um morador indesejado.
    São desses fatos que os mitos são feitos. Esse era o jeito Man de fazer as coisas, todos momentos eram potenciais para que ele arrumasse confusão, e como arrumava, e normalmente a culpa recaia sobre outras pessoas, o Man saia ileso na maioria das vezes, mas nem sempre.

    segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

    Nova enquete!

    Já está no ar a nova enquete do blog (canto superior esquerdo). Aguardo a opinião dos leitores sobre qual é a categoria do blog que mais agrada, ou seja, qual é a melhor categoria do blog. O resultado será de grande relevância para os próximos posts, ou não.
    Em relação a enquete anterior, agradeço todos os 20 votos recebidos, na verdade eu agradeço pelos 18 votos, tendo em vista que eu votei duas vezes. Imagino que mais pessoas votaram 2 vezes, agradeço esse esforço também. Abaixo temos os resultados da enquete:

    Galvão Bueno e Casagrande: 1 voto
    Silvio Luis e Neto: 12 votos
    Paulo Brito e Saraiva: 3 votos
    Haroldo de Souza e Edegar Schmidt: 4 votos.

    Se alguem quiser comentar os resultados fique a vontade, para mim foi dentro do esperado.
    Votem na nova enquete!

    quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

    CINEMA: Top 10 filmes de Ação!

    “Não vem não que hoje eu estou com a macaca” (Frase do Filme Morte Súbita)

    É com essa belíssima frase proferida por Jean-Claude Van Damme na versão dublada do filme Morte Súbita que dou início ao primeiro top 10 de 2011, Filmes de Ação.
    Apesar de não ser a categoria cinematográfica que mais me apetece resolvi elencar os 10 melhores filmes de ação da minha vida. Um fator complicador da seleção foi definir o que é um filme de ação, até porque a maioria dos filmes se encaixa em mais de uma categoria, sendo assim fui obrigado a criar um mecanismo para definir melhor a categoria desse top 10. O filme será considerado de ação se apresentar em seu decorrer um (ou mais) dos acontecimentos relatados abaixo:

    • perseguição alucinante de carro;
    • tiroteio;
    • policiais corruptos,
    • perseguição alucinante de moto;
    • emboscadas;
    • roubos de automóveis;
    • perseguição alucinante de bicicleta;
    • assassinatos brutais;
    • tráfico de drogas;
    • tráfico de armas;
    • perseguição alucinante a pé;
    • assassinatos não tão brutais;
    • policiais bonzinhos que tomam um tiro (não fatal), mas se recuperam a tempo de matar os bandidos, fazer uma piada e beijar a mocinha;
    • furtos espetaculares a relíquias valiosas;
    • qualquer tipo de perseguição.

    Seguindo esse valioso mecanismo consegui selecionar o meu top 10 e as menções honrosas, que são: 60 Segundos (2000); Cartada Final, A (2001); Colecionador de Ossos, O (1999); Fogo Contra Fogo (1995); Fugitivo, O (1993); Justiça Vermelha (1997); Outra História Americana, A (1998); Ronin (1998); Sin City – A Cidade do Pecado (2005) e V de Vingança (2005). Agora o top 10:

    10 - Con Air – A Rota da Fuga (1997)
    Dessa vez o top 10 não começa morno, Com Air é um baita filme. Nicolas Cage para variar está muito bem e não está só, John Malkovich é outro grande ator. Não vou antecipar nada a respeito do filme, só peço que todos assistam.

    9 - Infiltrados, Os (2006)
    O nosso 9º lugar é somente o primeiro filme dessa lista que ostenta o Oscar de melhor Filme, o que cá entre nós não quer dizer, necessariamente, alguma coisa. O que mais me chamou atenção no filme é a tensão que ele transmite, em determinado momento tudo pode acontecer, não é nada previsível. Grande filme.

    8 - Máquina Mortífera (1987)
    A 8ª posição na verdade é uma homenagem a todos as 2563 continuações de máquina mortífera. Nesse caso especifico as continuações não são tão ruins, na verdade são tão boas quanto o primeiro. Os saudosistas podem discordar, mas eu acho que todos são muito legais e mantêm o mesmo nível. Com certeza o maior clássico dessa lista.

    7 - Dia de Treinamento (2001)
    Essa é só a primeira aparição nessa lista do grande ator de filmes de ação (dos bons filmes) atualmente: Denzel Washington. Aparição essa que rendeu até um Oscar de melhor ator para o cara, muito merecido por sinal. O Filme é muito bom, fala sobre a corrupção na policia de uma maneira bem peculiar, tem que ver.

    6 - Colateral (2004)
    Outro grande filme de ação, tem sido e será uma regra dessa top 10. O que vemos em Colateral é muita adrenalina e grande dose de tensão. Resumindo: é a história de um taxista que tem o prazer de receber em seu táxi um assassino de aluguel que tem alguns serviços para aquela noite. Assim começa uma noite alucinante para o pacato taxista.

    5 Chamas da Vingança (2004)
    Olha o Denzel aqui outra vez, avisei que ele apareceria de novo desse top. Só que dessa vez ele é um ex-policial, meio depressivo digamos assim, que começa a trabalhar como segurança particular. Não vou me estender, só aviso que esse é um filme muito bacana, que vai te deixar ligado o tempo todo.

    4 - Onde os Fracos Não Têm Vez (2007)
    Esse filme é muito foda. Também, como Os Infiltrados, ostenta a estatueta de melhor filme. Javier Bardem encarna o melhor vilão da história do cinema, atuação impecável. Falando em vilões, outro fator interessante no filme é tentar encontrar o mocinho, ninguém é realmente bom ou mal, que filmaço.

    3 - Última Noite, A (2002)
    A medalha de bronze dessa lista não poderia estar em melhores mãos, A Última Noite é um baita filme. Só a presença de Edward Norton já garante qualidade ao filme, ta aí uma constatação interessante, não me lembro de ter visto filme ruim com a participação dele, ou eu deveria assistir a mais filmes ou esse cara só faz filmes de qualidade. Que filme.

    2 - Profissional, O (1994)
    Que história, que momento, que legal. O segundo melhor filme de ação da minha vida é fenomenal. Existem muitos filmes sobre assassinos de aluguel, mas esse aqui é disparado o mais sui generis deles. Não posso antecipar nada em relação ao filme, só que nunca ouvi alguém dizer que não gostou de “O Profissional”. 

    1 - Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)
    Nada melhor que coroar um clássico como melhor filme de ação da minha vida, e que clássico. Acontece de tudo nesse filme, Quentin Tarantino acertou em tudo, é de longe a sua obra prima. Se você ainda não assistiu a Pulp Fiction, nunca diga que viu um bom filme de ação. Espetacular.

    Essa é o meu singelo top 10 filmes de ação, se alguém tiver algo contra que escreva nos comentários agora ou fique off para sempre.

    quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

    Memórias de Mais um Estudante de Mentira!

    Seguimos a saga dos estudantes de mentira com a manifestação de mais um deles, Alex, vulgo Mascote. Apesar de não ser morador da CEU, o Mascote viveu grandes momentos lá, principalmente nas festas de arromba que promoviamos (arrombavam o caixa da Associação). Enfim, vejam o que esse nobre colaborador tem a dizer.


    Afinal, o que há para comemorar?

    Festa pra que? Venha para a Antifesta.
    2004.
    Julho, outubro? Na verdade, acho que era novembro. Acho que era perto do feriado do dia 15. Não lembro a cor do meu cabelo, se era laranja, vermelho, loiro ou as três cores juntas. Na verdade, acho que era preto. Acho que estava curto. Era uma época cheia de negações sobre clichês. Uma pré-crise de 3o semestre, me adaptando as duas dezenas de anos, um amor platônico pela minha melhor amiga e a falta de coragem para me declarar (só tinha coragem para passeatas de calças rasgadas e encontros com o pessoal da FAG - Federação Anarquista [AnarKista] Gaúcha e movimentos de estudantes de Maceió... Mas isso tudo hoje é apenas uma fotografia nas paredes da lembrança. Mas como dói! ). Estava em uma fase punk, grunge? Na verdade, acho que era pós-punk. Acho que era uma fase intimista. Acima de tudo intimista. Não tinha vontade de sair, preferia ficar ouvindo how soon is now e ler poetas franceses do século XIX.
    Andando pelo Campus Vale eu vejo um cartaz noir instigante. Vinha com perguntas provocativas como "cansado das festinhas ao som de Creedance?". Aquilo chamou muito minha atenção. Anotei o endereço, horário (Casa do Estudante? Sala X? É a mansão dos X-men?). Convenci dois amigos a irem comigo (não foi tão difícil, pois eu, depois de tanto tempo, finalmente estava indo a uma festa – NÃO É UMA FESTA, É UMA ANTIFESTA – dizia isso como resposta a eles). Após a festa, peguei um cartaz que estava no Vale e o guardei. Tenho até hoje, mas por preguiça, não o procurei para tirar as palavras certas e a data certa da festa para colocar no texto.
    Vesti minhas roupas pretas (que era o único tipo de roupa que tinha na época), e fui com meus amigos para a tal de CEU. Cheguei cedo, muito cedo... Mas já era noite, ruas escuras, assim como a sala era escura, com as janelas escurecidas, balões negros, velas e uma TV passando Nosferatu. Love, love will tear us apart, again... Era o que sofregamente cantava Ian Curtis quando chegamos. Lá encontrei o Márcio, sim o Bahiano arretado do Márcio, dono de um dos melhores, senão do melhor poema não publicado, o cara que usa vários apelidos em seus textos, um sociólogo em formação. Não o conhecia. Quero dizer, apenas o vi algumas vezes em Drama e Narrativa ou alguma dessas cadeiras da Letras. Me recebeu bem, veio conversar comigo, me ofereceu uma caipirinha 'no amor' (meus amigos e eu achamos o máximo e usamos por um longo tempo, para ser sincero, até hoje essa expressão). Estava lá também (ou não?) o Eduardo, sim, Soledade. O Ex-Eterno Presidente da AMCEU, no tempo em que o mesmo não tinha namorada, falava com simples mortais portoalegrenses (ah, esses garotos da capital não sabem de nada) pessoalmente e até por msn, mandava e-mails, pedia ajuda com o Torre de Babel e era um humilde sociólogo em formação que também era meu colega junto com o Márcio. Me pergunto até hoje como ele ficou assim e o Márcio não.
    A antifesta foi perfeita, exceto pelo fato de uns Dark/Góticos extremos (um inclusive meu colega na Letras) chegarem lá, estourarem os balões e irem embora revoltados por que não era uma festa extremamente dark. Márcio gravou um CD da festa e vendeu para o meu amigo, eu conversei um monte com uma garota das Sociais que nunca mais vi, não lembro o nome, mas, que se fosse hoje em dia eu trovaria e chegaria nela. Na verdade, acho que não. Acho que nem ao menos conversaria tanto. Não me lembro se fomos os últimos a sair. Rezo todo o dia para esquecer tudo que vivi entre o início de 2003 ao final de 2005. Na verdade, acho que até adiante disso. Acho que quero esquecer minha vida. Depois disso, comecei a frequentar muito a CEU e a sala X. Virei fã do Torre de Babel, uns meses antes e depois vim a descobrir que eram esses caras que escreviam e que tinhamos sonhos, idéias e ideais em comuns... Até mesmo o Eduardo.
    Uma das festas que fui foi a festa junina de 2005. Tenho a impressão que fui sozinho a essa festa, não sei, mas a umas anteriores e posteriores havia ido sozinho. Fui o primeiro a chegar e fui recepcionado pelo Márcio com um gravador (estava fazendo uma transmissão ao vivo para uma rádio e começou a me entrevistar). Não lembro muito o que falei, mas lembro que fui também o último a sair dessa festa e quis ajudar na limpeza (bêbado, mas quis ajudar, porém, não deixaram). Acho que foi nessa festa que conheci o Mestre Putinga, autoridade/divindade máxima e meu iniciador no bocabertismo a Jana-de-estrela-com-a-voz-mais-bonita-do-mundo, o Emerson, sim, o Poeta, criador deste blog ao qual tenho a HONRA de escrever essas singelas, puras e sinceras memórias mentirosas. A certa altura da madrugada ganhei um chapéu de palha que começou a ser assinado por todos esses já citados – inclusive o Eduardo que na época desprendia alguns segundos de sua vital existência para comigo – e onde me deram a alcunha que até hoje sustento: Mascote. Primeiramente fui mascote da sala X, como consta no chapéu que até hoje guardo, mas que depois, tal qual um pokémon, evoluí, também não me lembro por causa de quem ou como, para Mascote da CEU. Lembro que alguém, acho que o próprio Emerson, me viu com o chapéu e não queria que eu o levasse, até que alguém explicou que tinham me dado aquele chapéu. Gastei todo meu dinheiro na festa, voltei a pé em plena madrugada pela João Pessoa, Osvaldo Aranha e Ipiranga cambaleando com um chapéu de palha na cabeça (depois dizem que bêbados não tem anjo da guarda... Pôxa, para me cuidar assim, só mesmo um arcanjo). Outras festas fui, mas ai já dormi 'clandestinamente' em um quarto e outro (sempre havia um colchão), teve um aniversário que de noite fui para lá e só voltei no outro dia.
    Depois de um tempo, as pessoas começaram a sair da casa, sair da UFRGS, sair... O acaso, o destino e os D43s fazem com que nos encontremos às vezes e é assim mesmo. Sei que muitos dos leitores do blog não me conhecem. Sei que nunca fui um morador de lá, apesar de ter passado várias noites (não sequênciais) lá, frequentá-la por vários anos (não diariamente, nem semanalmente e muitas vezes, nem mensalmente), sei que minha história não envolve momentos midiáticos, revoltas contra o status quo, loucuras pela capital, mas a CEU participou de revoluções internas, reflexões, um simbólico big bang de emoções, sentimentos muitas vezes invisíveis ao mundo. Porém ela, assim como muitos de seus moradores, fazem parte da minha história, do meu verbo ser em todos os tempos e modos e, por mais que queira esquecer muitas coisas, sempre gosto de relembrar e até tentar lembrar mais dessas Memórias de Um Estudante de Mentira.