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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Para Gostar de Pensar: Discursos interessantes! (3)

"Precisamos nos conscientizar de que somos condicionados em massa".

O último discurso selecionado para a minissérie está presente no filme Waking Life. Este é um filme que pode mudar a sua vida, só te digo isto.
Sobre o discurso, ele é feito pelo cineasta e apresentador de rádio americano Alex Jones. Conforme vocês verão no vídeo, Alex Jones está em um carro com um alto falante fazendo o seu discurso.
Não encontrei nenhuma versão legendada no Youtube, por isso coloco o link para a vídeo em inglês e logo abaixo coloco a tradução. Acho que é mais interessante olhar primeiro o vídeo, mesmo que em inglês, depois ver a tradução.

"Não se pode nada contra o Estado." "Morte e impostos." "Não fale sobre política ou religião." Isto é equivalente à propaganda inimiga. Renda-se, soldado! Renda-se, soldado! Vimos isso no século 20. Agora, no século 21, precisamos enxergar... que não podemos ficar encurralados neste labirinto. Não devemos nos submeter à desumanização! Me preocupa o que está acontecendo neste mundo. Me preocupa a estrutura, os sistemas de controle. Os que controlam a minha vida e os que querem controlá-la ainda mais. Eu quero liberdade! E é isso que você devia querer! Cabe a cada um de nós deixar de lado a ganância, o ódio, a inveja... as inseguranças, seu modo de controle. Nos sentimos patéticos, pequenos...e abrimos mão, voluntariamente, da soberania, da liberdade e do destino. Precisamos nos conscientizar de que somos condicionados em massa. Desafie o Estado escravo das corporações! O século 21 é um novo século. Não é um século de escravidão... de mentiras e questões irrelevantes... de classicismo, estadismo e outras modalidades de controle. Será a era em que a humanidade defenderá algo puro e correto. Que monte de lixo. Democratas liberais, republicanos conservadores. Dois lados da mesma moeda! Duas equipes gerenciais...brigando pelo cargo máximo da Escravidão Ltda.! A verdade está lá, mas eles estendem um bufê de mentiras. Estou farto! E não aceito nem mais um quinhão! A resistência não é fútil! Nós venceremos! A humanidade é boa demais. Não somos fracassados! Nos ergueremos e seremos humanos! Nos empolgaremos com coisas reais! A criatividade e o espírito humano dinâmico que recusa-se a submeter-se! Bem, isso é tudo o que tenho a dizer. Está nas suas mãos.

É uma pena não ter a legenda no vídeo, mas vamos lá. Tem passagens do texto que são ótimas, e o que mais me chama a atenção é que ele é carregado de esperanças. Não fica somente na crítica, ele diz que acredita que o ser humano pode mudar a sua realidade, revoltar-se contra a dominação imposta pelos governantes.
Ressalto o trecho "Democratas liberais, republicanos conservadores. Dois lados da mesma moeda!", essa frase em época eleitoral vem muito a calhar. Eu realmente acredito que não existe esquerda e direita, todos os partidos convergem para o mesmo interesse: o poder. Aproveitando o ensejo gostaria de manifestar que tb não acredito em candidatos, para mim não existem "humanos" nas eleições, só existem partidos. Dilma e Serra são ilusões, são nomes, são apenas marionetes. Por isso eu voto lo.
Voltando ao discurso, ou melhor, aos discursos, acredito que eles se completam, que giram basicamente sobre o mesmo tema, se completando. Gostaria muito que todos fizessem uma reflexão sobre essa alienação destacada nos discursos. E só para título de curiosidade coloco uma definição presente no Wikipédia sobre alienação:
"Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprios."

Aguardem os próximos posts do Blog, enquanto isso comentem os discursos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Para Gostar de Pensar: Discursos interessantes! (2)

"Pensamos demais e sentimos bem pouco."

Conforme prometido dou continuidade à minissérie de posts com discursos do cinema para se pensar.
O Discurso de hoje é do filme O Grande Ditador de 1940. Como o discurso já é mais para o final do filme é importante contextualizá-lo. O filme se passa na Alemanha entre guerras (I e II guerra mundial) e fala sobre o novo governo implantado por Hitler (todos os nomes do filme são inventados, não usam em nenhum momento o nome verdadeiro como Hitler e Alemanha, por exemplo). Chaplin interpreta tanto o ditador nazista como um barbeiro judeu. Quando o anti-semitismo começa a se fortalecer na Alemanha o barbeiro vai preso. A cena do discurso ocorre logo após a sua fuga da prisão, quando ele é confundido com Hitler e este deve fazer o pronunciamento de conquista/dominação de alguma nação vizinha (não me recordo qual). Enfim, um judeu deve fazer o pronunciamento no lugar do ditador. E é isso aqui que ele diz:

Se levarmos em conta que o filme é de 1940 dá para imaginar o impacto que ele deve ter tido naquela época.
Destaco duas partes do discurso que embasarão a minha discussão: "Por que devemos odiar os outros?" e "A Cobiça envenenou a alma dos Homens, levantou no mundo as muralhas do ódio".
O segundo trecho responde a pergunta do primeiro. A cobiça do ser humano transformou o mundo, justificou várias guerras e nos tornou inimigos. Eu sempre me pergunto o porque de tanta individualidade e de tanta valorização dos interesses próprios. As pessoas fazem coisas improváveis para terem mais do que as outras. Para ter o pseudopoder que o dinheiro dá, por menor que seja, o ser humano é capaz de renegar seus valores mais sólidos. Quem nunca ouviu a frase "todo mundo tem seu preço".
Nesse ínterim a teoria que o ser humano deu errado ganha força.
Esses dias eu vi uma conversa em um filme que me fez pensar bastante, um senhor dizia a um rapaz que o ser humano desde a época da Grécia Antigo (500 a.C.) até os dias atuais não evoluiu em nada, o que eu concordo plenamente, e o senhor arremata perguntando quais seriam as barreiras que impediram essa evolução, ou melhor, quais sentimentos humanos que criaram essas barreiras, o medo ou a preguiça?

Sem mais, até amanhã com o último discurso. Aguardo comentários.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Para Gostar de Pensar: Discursos interessantes!

"Isto é alienação em massa seus dementes"

E com satisfação que inauguro uma nova categoria do Blog: Para Gostar de Pensar. Basicamente essa nova categoria trará cenas de filmes, trechos de músicas ou partes de textos que levantam questões interessantes para reflexão.
Para começar em grande estilo vou fazer uma minissérie em três posts (hoje, amanhã e sexta) com três discursos feitos em filmes que trazem pontos relevantes para discussão. O discurso de hoje foi apresentado em um documentário chamado Zeitgeist. Aproveito para dizer que todos deveriam assistir a esse documentário, ele está on-line por aí, é só procurar.
O discurso versa basicamente sobre a mídia, principalmente a televisiva. Assistam:



Não sei quantas mil vezes eu já vi esse vídeo. O fato de o orador estar na tv em meio ao público (que parece ser de algum talk show) deixa a situação mais interessante.
Mas o que eu penso a respeito disso?
Em minha opinião acho que deveriam passar esse vídeo nas escolas, seria importante mostrar para as crianças que nem tudo o que a TV e a mídia em geral mostram é verdade.
O começo do vídeo fala sobre os baixos índices de leitura nos EUA, seguindo esse linha encontrei uma ótima frase de Mario de Andrade a respeito disso:
“[...] a disseminação no povo do hábito de ler, se bem orientado, criará fatalmente uma população urbana mais esclarecida, mais capaz de vontade própria, menos indiferente a vida nacional.”
Quando as pessoas conseguirem discernir o que é fictício da realidade  elas poderão aproveitar a parte boa do entretenimento, ou seja será estabelecido um pensamento crítico a respeito do que lhes é transmitido. Não podemos simplesmente aceitar a condição de massa de manobra. Ainda existe esperança para a humanidade, mesmo que remota.
Em suma, leia mais, filtre melhor as informações que recebe e desconfie das verdades tidas como absolutas.

Deixe seu comentário, amanhã tem mais um discurso para refletir.